sábado, 3 de novembro de 2012

Fique de olho


            A foto ilustra uma instalação típica de cerca elétrica. O cabo branco conduz alta tensão pulsada para alimentar os fios de proteção (azul e branco). Imagine o que vai acontecer quando chover. Com a ajuda do cabo e da lei da gravidade, a água vai entrar na tubulação amarela de encaminhamento do cabo.
 
            Esse defeito é normalmente encontrado nas instalações e uma das principais razões é a prática comum de não se abordar o assunto no projeto, ficando a empresa que instala cerca elétrica com a tarefa de escolher como fazer, o que pode levar a um resultado incompatível com as melhores práticas e deixar o proprietário sem a proteção que ele contratou.
            A instalação correta deve prever uma curva na tubulação, a fim de evitar a entrada de água. Além disso, essa tubulação deveria ser de eletroduto rígido e não flexível.

            O fato da cerca elétrica ser um dos tópicos contemplados no projeto OSD (One Shot Design) aumenta a probabilidade da instalação atender às normas e melhores práticas, consequentemente aumentando qualidade.

domingo, 28 de outubro de 2012

Livro sobre infraestrutura para Data Center

          Data Center é o ambiente especial destinado a hospedar os equipamentos de processamento e armazenamento de dados de uma corporação, incluindo todos os recursos necessários à contibuidade dos serviços, como por exemplo o fornecimento da energia elétrica. É um ambiente de missão crítica.
          O livro de Paulo Marin é uma excelente fonte para quem estiver interessado em conhecer detalhes sobre a matéria.
         

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O prezado amigo Paulo Marin nos brindou com uma excelente palestra em seu workshop sobre infraestrutura para Data Center. Como coordenador do grupo de trabalho da ABNT para a elaboração da norma brasileira de cabeamento estruturado, o Paulo comparou os cenários brasileiro, americano e europeu, no que se refere a normas de cabeamento estruturado para Data Center. Na foto do almoço: Paulo Marin, eu, Lisias (Krista) e Marcos (TE Connectivity).


domingo, 16 de setembro de 2012

Terminação de vídeo no projeto “One Shot Design”


A metodologia “One Shot Design” trata de todos os subsistemas de comunicação dentro da edificação de forma integrada, permitindo a perfeita alocação dos recursos em cada ponto de utilização.

Como exemplo, imagine uma sala de reunião onde é preciso instalar uma TV. Deseja-se apresentar vídeos armazenados remotamente, vídeos originados em leitores Blue Ray instalados na própria sala, apresentações em Power Point instaladas em laptops que estarão na sala, imagens da Internet e vídeo em alta definição de TV aberta e por assinatura.

A terminação de rede para esse aparelho de TV exige mais conectores do que pode parecer em uma abordagem superficial.
 


 
A figura ilustra uma terminação de TV especificada em um projeto “One Shot Design”, que possui duas saídas de vídeo analógico e duas de vídeo digital. Possui dois conjuntos de conectores de áudio e vídeo (conectores RCA) para conexões locais. Possui duas conexões HDMI para conexões locais em alta definição. Possui um conector VGA para acomodar equipamentos antigos e um ponto de rede de dados. Além dessas terminações de rede, o espelho está equipado com duas tomadas elétricas.

domingo, 26 de agosto de 2012

Interferência do Projeto de Telecomunicações em estruturas metálicas


Para que o Projeto de Telecomunicações, executado segundo a metodologia “One Shot Design”, atinja seu objetivo de qualidade e eficiência, é preciso que existam interações do responsável pela execução do sistema de telecomunicações com os profissionais que executarão trabalhos que sofrem interferência do projeto, durante a obra, desde as fundações, como já foi comentado aqui em relação ao aterramento, até o acabamento final.

Importante adotar o procedimento de apresentar e discutir o projeto de telecomunicações com os diversos profissionais, antes das respectivas execuções.

Estruturas metálicas, como marquises, grades e portões, tem grande chance de sofrerem interferência do projeto de telecomunicações.

Por exemplo, a figura ilustra que o projeto pediu que serralheiro fizesse dois compartimentos na estrutura do portão, para receber os sensores do sistema de automação e alarme. Toda a fiação faz parte do projeto. Esse detalhe vai conferir segurança e eficácia à detecção de abertura do portão, sem comprometer a estética, já que tudo ficará embutido, seguro e invisível ao observador quando o portão estiver fechado.
 

Os sistemas de abertura de portão e interfone tradicionalmente são renegados a um segundo plano. Resultado? Sempre são deixados para o final da obra quando tudo já está pronto e não há como embutir adequadamente os sensores e cabos, além da fiação ser executada por pessoal não qualificado, ampliando a chance de problemas e falhas, logo em um aspecto que está relacionado com a segurança física do prédio.

 
 
 

sábado, 18 de agosto de 2012

Escopo da norma brasileira de cabeamento


Ontem à noite, em uma conversa com um amigo arquiteto, este comentou ter visto a última postagem e me perguntou qual a relação entre a norma brasileira de cabeamento, cuja edição de 2012 acaba de ser publicada, com a questão dos espaços dentro da edificação.

A pergunta tem tudo a ver com nosso assunto, assim resolvi comentar a resposta aqui: “A norma ABNT NBR 14.565 não trata de espaços, a menos de algumas considerações informativas específicas para data center no Anexo F”. Não há uma norma da ABNT que trate especificamente dos espaços para telecomunicações dentro das edificações. Em resumo, a norma NBR 14.565:


Contempla
Não contempla
Cabeamento em edifícios comerciais
e data centers – características elétricas
Espaços
Requisitos dos sistemas de cabos metálicos e ópticos
Cabeamento residencial
Categorias dos sistemas de cabos, seus desempenhos e limites
Cabos para detecção de incêndio
Visão sistêmica e funcional
Cabos coaxiais para sistemas de vídeo
Procedimentos de teste dos canais
Cabos para proteção elétrica ou aterramento

Hoje fiquei pensando que poderia ter vindo uma segunda pergunta: “- o que a norma tem a ver com o trabalho do arquiteto?” A pergunta não veio, mas a resposta é “nada”. A norma tem a ver com o fabricante dos componentes e com o projetista do cabeamento de telecomunicações da edificação.

A TIA segue em sentido oposto ao da ABNT em termos de estrutura de normas de cabeamento. Enquanto a ABNT resolveu juntar em uma mesma norma a edificação comercial e data center, a TIA mantém normas separadas, tendo inclusive lançado, em fevereiro de 2009, a TIA 568-C.0 que aborda os aspectos genéricos que teoricamente servem para cabeamento em qualquer tipo de edificação.

Aliás, pode parecer óbvio, mas a norma da ABNT não diz qual é o seu objetivo. A norma TIA 568-C.0, por exemplo, explicita seu propósito como: “estabelecer aspectos genéricos para permitir o planejamento e a instalação de um sistema de cabeamento estruturado para todos os tipos de edificações”.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Revisada a norma brasileira sobre cabeamento

No dia 12 deste mês entrará em vigor a nova norma brasileira sobre cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers:

NBR-14.565:2012

Este documento é uma revisão da versão anterior, datada de 2007, que engordou 49 páginas. Documento básico obrigatório para os projetistas. 


http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=91368