domingo, 16 de setembro de 2012

Terminação de vídeo no projeto “One Shot Design”


A metodologia “One Shot Design” trata de todos os subsistemas de comunicação dentro da edificação de forma integrada, permitindo a perfeita alocação dos recursos em cada ponto de utilização.

Como exemplo, imagine uma sala de reunião onde é preciso instalar uma TV. Deseja-se apresentar vídeos armazenados remotamente, vídeos originados em leitores Blue Ray instalados na própria sala, apresentações em Power Point instaladas em laptops que estarão na sala, imagens da Internet e vídeo em alta definição de TV aberta e por assinatura.

A terminação de rede para esse aparelho de TV exige mais conectores do que pode parecer em uma abordagem superficial.
 


 
A figura ilustra uma terminação de TV especificada em um projeto “One Shot Design”, que possui duas saídas de vídeo analógico e duas de vídeo digital. Possui dois conjuntos de conectores de áudio e vídeo (conectores RCA) para conexões locais. Possui duas conexões HDMI para conexões locais em alta definição. Possui um conector VGA para acomodar equipamentos antigos e um ponto de rede de dados. Além dessas terminações de rede, o espelho está equipado com duas tomadas elétricas.

domingo, 26 de agosto de 2012

Interferência do Projeto de Telecomunicações em estruturas metálicas


Para que o Projeto de Telecomunicações, executado segundo a metodologia “One Shot Design”, atinja seu objetivo de qualidade e eficiência, é preciso que existam interações do responsável pela execução do sistema de telecomunicações com os profissionais que executarão trabalhos que sofrem interferência do projeto, durante a obra, desde as fundações, como já foi comentado aqui em relação ao aterramento, até o acabamento final.

Importante adotar o procedimento de apresentar e discutir o projeto de telecomunicações com os diversos profissionais, antes das respectivas execuções.

Estruturas metálicas, como marquises, grades e portões, tem grande chance de sofrerem interferência do projeto de telecomunicações.

Por exemplo, a figura ilustra que o projeto pediu que serralheiro fizesse dois compartimentos na estrutura do portão, para receber os sensores do sistema de automação e alarme. Toda a fiação faz parte do projeto. Esse detalhe vai conferir segurança e eficácia à detecção de abertura do portão, sem comprometer a estética, já que tudo ficará embutido, seguro e invisível ao observador quando o portão estiver fechado.
 

Os sistemas de abertura de portão e interfone tradicionalmente são renegados a um segundo plano. Resultado? Sempre são deixados para o final da obra quando tudo já está pronto e não há como embutir adequadamente os sensores e cabos, além da fiação ser executada por pessoal não qualificado, ampliando a chance de problemas e falhas, logo em um aspecto que está relacionado com a segurança física do prédio.

 
 
 

sábado, 18 de agosto de 2012

Escopo da norma brasileira de cabeamento


Ontem à noite, em uma conversa com um amigo arquiteto, este comentou ter visto a última postagem e me perguntou qual a relação entre a norma brasileira de cabeamento, cuja edição de 2012 acaba de ser publicada, com a questão dos espaços dentro da edificação.

A pergunta tem tudo a ver com nosso assunto, assim resolvi comentar a resposta aqui: “A norma ABNT NBR 14.565 não trata de espaços, a menos de algumas considerações informativas específicas para data center no Anexo F”. Não há uma norma da ABNT que trate especificamente dos espaços para telecomunicações dentro das edificações. Em resumo, a norma NBR 14.565:


Contempla
Não contempla
Cabeamento em edifícios comerciais
e data centers – características elétricas
Espaços
Requisitos dos sistemas de cabos metálicos e ópticos
Cabeamento residencial
Categorias dos sistemas de cabos, seus desempenhos e limites
Cabos para detecção de incêndio
Visão sistêmica e funcional
Cabos coaxiais para sistemas de vídeo
Procedimentos de teste dos canais
Cabos para proteção elétrica ou aterramento

Hoje fiquei pensando que poderia ter vindo uma segunda pergunta: “- o que a norma tem a ver com o trabalho do arquiteto?” A pergunta não veio, mas a resposta é “nada”. A norma tem a ver com o fabricante dos componentes e com o projetista do cabeamento de telecomunicações da edificação.

A TIA segue em sentido oposto ao da ABNT em termos de estrutura de normas de cabeamento. Enquanto a ABNT resolveu juntar em uma mesma norma a edificação comercial e data center, a TIA mantém normas separadas, tendo inclusive lançado, em fevereiro de 2009, a TIA 568-C.0 que aborda os aspectos genéricos que teoricamente servem para cabeamento em qualquer tipo de edificação.

Aliás, pode parecer óbvio, mas a norma da ABNT não diz qual é o seu objetivo. A norma TIA 568-C.0, por exemplo, explicita seu propósito como: “estabelecer aspectos genéricos para permitir o planejamento e a instalação de um sistema de cabeamento estruturado para todos os tipos de edificações”.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Revisada a norma brasileira sobre cabeamento

No dia 12 deste mês entrará em vigor a nova norma brasileira sobre cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers:

NBR-14.565:2012

Este documento é uma revisão da versão anterior, datada de 2007, que engordou 49 páginas. Documento básico obrigatório para os projetistas. 


http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=91368


sábado, 28 de julho de 2012

Concretagem e aterramento


         No planejamento de uma nova edificação, é fundamental que se considere a contratação de dois projetos: Arquitetura e Telecomunicações.

         Nos dias de hoje é inadmissível que qualquer edificação, por mais simples que seja, inicie sua construção sem o projeto de telecomunicações internas.

         Há vários argumentos que sustentam esta opinião. Vamos falar de um deles: o aterramento elétrico.

         Os profissionais da construção civil entendem bem a questão do aterramento para a entrada de energia elétrica e aquele destinado ao para-raios, mas normalmente não tomam conhecimento do aterramento de telecomunicações e a razão principal é justamente a falta do projeto de telecomunicações.

         O aterramento de telecomunicações, parte do projeto de telecomunicações internas (principalmente sob a ótica OSD), é muito importante para a segurança das pessoas e equipamentos, bem como para o bom desempenho da rede interna.

         As redes internas que utilizam cabeamento blindado, e isso é uma tendência, como o cabeamento categoria 6A para dados de alta velocidade e categoria 5e blindado para áudio digital e outras aplicações, precisam de um aterramento adequado.

        Aí vem o xis do problema: o aterramento de telecomunicações já começa influenciando na execução das fundações.

         Um bom projeto pode especificar cordoalhas de cobre embutidas nos tubulões do alicerce, como ilustra a foto. 



         O lançamento e as emendas dos cabos devem ser executados antes da concretagem. Se concretar sem considerar essa questão, não tem mais jeito. Só restará acionar o departamento de jeitinhos e remendos. Então? A tarefa de casa é calcular corretamente o valor de xis!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O que é “One Shot Design”?



          É uma nova metodologia de projeto de infraestrutura de rede interna. O nome em inglês sintetiza a ideia: "projeto em um tiro único”. Esta nova metodologia considera que cada um dos projetos da metodologia tradicional, relacionados com telecomunicações, é um subsistema de um único projeto de telecomunicações integrado, visando uma instalação separada por disciplinas. Ou seja, a nova metodologia integra o que era separado (projeto) e separa o que era integrado (instalação).



          A metodologia tradicional separa os projetos de telecomunicações por sistemas: projeto de rede telefônica, projeto de automação, projeto de rede de dados, projeto de segurança eletrônica, etc, e adota uma instalação verticalizada ou por empreitada, na maioria das vezes embolada com a construção civil. Desta forma a visão geral das comunicações dentro da edificação fica prejudicada.
          A sugestão aqui é que se separe claramente as disciplinas: "Edificação" e "Telecomunicações".
         A nova metodologia tem vantagens importantes ligadas à eficiência da obra:


• Redução do tempo do projeto de telecomunicações
• Redução do custo total do projeto de telecomunicações
• Redução das inconsistências entre os subsistemas
• Maior aproveitamento da infraestrutura de encaminhamento de cabos
• Maior qualidade global (menor taxa de falha)
• Redução do custo da obra.

domingo, 17 de junho de 2012


     As comunicações dentro de uma edificação assumiram tamanha importância na vida e no trabalho das pessoas, que se tornaram um vetor fundamental na estratégia de projeto e execução da obra, com forte interferência em diversos aspectos arquitetônicos. 
     A complexidade do tema também cresceu bastante nos últimos anos. Podemos dizer que houve uma mudança de paradigma.
     O lançamento de meu segundo livro, justamente sobre esse assunto, pretende organizar as informações em torno do tema e fornecer subsídios aos arquitetos e profissionais envolvidos com as redes internas das edificações de todos os tipos.
      

     Com este blog pretendo criar um espaço onde poderemos discutir sobre essa matéria. É um meio de comunicação com meus leitores e demais profissionais interessados.

Fabio de Azevedo Montoro